Dentro de mim há uma chama
Mas, não é chama de paixão.
É uma chama que me chama
Para os confins da destruição!
Minha cabeça dói. Maldita peste.
Minha temperatura assoma o Everest.
Faz um calor imenso mas, sinto frio.
Sou luz acesa neste estado febril.
Sou palha de um velho casebre
Sob a ameaça do fogo febre!
Quero dormir e não consigo.
A insônia é um forte inimigo.
Apesar do meu corpo estar quente,
Minha alma chora, fria e demente.
Sou palha de um velho casebre
Sendo queimado pelo fogo febre!
Voam-se as horas e aumenta o tédio.
A dor é grande! Uma Eurásia!
Busco cura. Não acho o remédio.
Isto não é vida nem eutanásia.
Sou palha de uma velho casebre
Em chamas com esta febre!
Há tanto calor, já não resisto.
Meu corpo sofre neste clima misto.
Vai-se o fogo deste corpo mal.
Se apossa dele o frio mortal.
Sou palha de um velho casebre
Todo queimado pelo fogo febre!
Percival Percigo Gomes
Sigo ainda a trajetória da vida.
Agora, um tanto sem vida. Faltando um lado
Que nem a lua minguante... “minguado”
Longe dos seus abraços e do seu amasso!
Os olhos que dantes brilhavam, agora só olham pra baixo.
Apagado, perdido num horizonte de sei lá...
A boca? Já não grita mais. Já nem louva mais.
Que dó! Ela não canta mais Dó, nem Ré,
Nem Mi e nem Fá, pois, caiu no escuro
Onde nem Sol existe por Lá.
E, SI eu continuar vivendo, será cheio de espaço vazio
Com olhos escorrendo feito rio...
Então já nem rio... Não rio de nada
Sou caminheiro sem estrada.
Ó! coração o que foi que aconteceu?
Foi a “camélia que caiu do galho deu dois suspiros e depois morreu?”
Não! Foi mais doido e mais doído do que isto.
Silêncio total! acabou meu carnaval!
Foi um golpe direto e cruzado.
De alguém que me passou pra trás e me deixou de lado.
Me deixou por inteiro e me reduziu pela metade.
Ah! Ex-amor safado, bandido mas, agora, também finado!
Me deixou aqui plantado! Mas, do seu peito? Hamm! Fui arrancado!
Então fiquei assim: sem um lado. Faltando um pedaço.
E o coração? Ficou assim... Assado e amassado.
Totalmente despedaçado!
Mas, já já estará recuperado
E pronto de novo pra amar e ser amado!
Percival Percigo Gomes
Sagrado Pedido
Por que sigo a Sagrada Palavra,
Quero que todas as minhas ações
Sejam sempre uma manifestação
De bondade em oração.
Peço a Deus que guie meus passos,
Para que eu sempre siga o rumo
De todo o bem que ensina a minha religião.
Peço a Deus que doutrine minha língua,
Pra que eu diga sempre que possível for,
Palavras de paz, de compreensão e de amor.
E que Ele não deixe minha fé na míngua.
E que Ele tire de mim todo o ódio e rancor.
Olhe por mim meu Senhor,
Para que ande sempre no caminho da justiça
E nunca permita que o mal pilhe minha alma.
Feche meus olhos para a vaidade e a cobiça.
E que neste mar de avareza e perdição
Eu possa sempre contar com a benção da Tua calma!
Ponha sua mão sobre mim Senhor.
Para que possa viver conforme tua Lei e tua Sabedoria.
E que neste mundo de tentações e amarguras,
Eu consiga seguir difundindo
Todo o bem das Sagradas Escrituras!
Percival Percigo Gomes
Ligação gratuita
Anote aí na sua agenda
De papel ou do celular,
Pra que nos momentos de emergência
Você saber pra onde ligar.
Pra cada situação da sua vida,
A solução é rapidinha.
Tecle apenas três números,
Que a ligação é gratuita.
Se o caso for de fogo
E você não consegue apagar,
Ligue pra 193.
Se não atender, ligue outra vez..
Que a Brigada vai estar lá.
Se acidente aconteceu ou a camisinha você esqueceu,
Meeeeeu! Ligue 192, chame o SAMU.
O primeiro é caso de saúde o outro é problema seu!
Se o cara fala muito e nada faz, ele é 171.
Nesse caso fique esperto
E põe em cena sua malícia.
Ligue para 190. Isso é caso de polícia.
Não se mexe com criança.
Nem vem que não tem.
Pedofilia é crime. Neste caso, ligue 100.
Não se bate em mulher
Pois, aí a chapa esquenta.
Se aparecer algo assim ligue 180!
Mas, se que quiser fazer amor
Com muito fogo
E dentro da lei e não tiver com quem,
Aí o número aumenta
Mas a coisa ainda é grátis
Disque pro meu celular
Se envolva em meus braços
Me envolva entre as pernas meu bem.
E vem!
Vem que aqui tem!
Percival Percigo Gomes
Sou adolescente em Cristo!
Oro, logo existo. Sou adolescente em Cristo!
Não vim ao mundo a passeio nem pra vagar sem rumo.
Tenho um chamado. Tenho uma missão.
Jesus me põe no eixo, no nível e no prumo.
Fui lavado pelo sangue vermelho,
Mas fiquei branco e alvo como a neve.
Se aquecerem minha fornalha
Muito mais vou fervilhar em fé.
O Quarto Homem é meu bálsamo e me mantém em pé.
Oro, logo existo. Sou adolescente em Cristo!
Não me importo se o mundo é uma torre de Babel.
Com o Meu Deus eu me entendo.
Falo a língua dEle. Sou batizado no Santo Espírito.
Na olaria de Deus, não sou barro esquecido.
Sou vaso escolhido pronto pra ser cheio de azeite e poder
Louvo, logo existo. Sou adolescente em Cristo!
Pra tesoura de Dalila, Jeová me dá um tônico capilar.
Pro gigante filisteu. Pedra e funda mando eu.
Estou pronto para ser profeta, missionário, evangelista.
Sou Timóteo, sou Ester, sou Rute e Jeremias.
Anuncio o Evangelho e curto muito tudo isto.
Louvo, logo existo. Sou adolescente em Cristo!
Percival Percigo Gomes
No compasso da vaneira
Você guria que está só neste salão
Que tá sentada na mesa sem companhia
Bota pimenta nesse corpo de pilão.
Soca até seus olhos arderem de alegria.
Não fique triste sentada aí parada
Empresta um sorriso pra esta sua boca.
O baile é bom e se a gente tá por perto,
A animação é tanta que uma noite só é pouca
Vou te laçar, vou te pegar pela cintura.
Vou te arrastar, vou te levar pelo salão.
Vou te apertar, vou te abraçar guria pura.
Sentir seu peito bater no meu coração.
Vem cá pular no tum tum tum da bateria.
Riscar o chão ao som do rasgo da sanfona.
Acerta o passo no compasso do teclado.
Me acerta o peito. Vem pra ser a minha dona.
Vem cá guria. Escuta a voz do cantador
Cantando amor no compasso dessa vaneira.
A noite é bela e hoje é dia de festança.
Vamos dançar, vamos pular a noite inteira.
Percival Percigo Gomes
No meio da madrugada ela surge
Não sei como. Não sei de onde.
Não sei seu nome.
Só sei que esta misteriosa dama
Invade meu quarto e se faz dona
Dos meus lençóis.
Me aperta, me desperta e me deixa alerta.
Me afoga em beijos. Me deixa assim sem voz...
E com meus dedos deslizo pelo seu tobogã
Despindo seu corpo da sua seda preta.
Se desmanche de prazer debaixo do seu galã
Deixa eu cobrir você com a minha silhueta.
Vem minha cúmplice da madrugada.
Deixa eu fazer a minha ronda
debaixo do seu vestido.
Vem me tirar do seco.
Deixa eu te deixar molhada.
Vem minha cúmplice da madrugada.
Vem fazer amor comigo!
Quando você não vem invadir meu terreno,
Minhas pernas estrangulam meu travesseiro.
Meus dedos substituem o seu corpo
neste momento.
Só você me dá prazer. Mesmo em pensamento.
Quando sinto um fogo subindo pela barriga,
É sinal que você vem vindo
pra debaixo do meu edredom
Ser cúmplice deste crime que compensa
Onde as armas desta paixão intensa
São apenas o óleo de amêndoa, o perfume,
Os pêlos, a pele e o batom
Percival Lelo Gomes